De qualquer forma, no final desse texto meu amor não é tão grande mas continua sendo alguma coisa. Amor que não morre, amor que espera, amor que espera para poder amar... Dentre tantas coisas que eu gosto, lá está você em um pedestal, suas fotos no meu armário, seu sorriso em meus olhos. Dentre tantas coisas que eu gosto, você é a que mais admiro, porque o desconhecido é tão belo e você é tão desconhecido... Eu nem ao menos sei alguma coisa...
quarta-feira, 28 de julho de 2010
PRA VOCÊ NÃO GUARDEI O AMOR.
De qualquer forma, no final desse texto meu amor não é tão grande mas continua sendo alguma coisa. Amor que não morre, amor que espera, amor que espera para poder amar... Dentre tantas coisas que eu gosto, lá está você em um pedestal, suas fotos no meu armário, seu sorriso em meus olhos. Dentre tantas coisas que eu gosto, você é a que mais admiro, porque o desconhecido é tão belo e você é tão desconhecido... Eu nem ao menos sei alguma coisa...
sexta-feira, 23 de julho de 2010
O amor...
terça-feira, 11 de maio de 2010
O tempo não passa, ele pula!
A uva passo nos lábios, volto décadas como se isso fosse o futuro. A luz do abajur, a inocência da televisão... Talvez eu só queira assistir mais uma vez a fita do Rei Leão no meu videocassete. Tudo o que era bom acabou, assim como pensarei dos dias de hoje e amanhã.
Se eu morrer amanhã, ou daqui a um segundo gostaria de dizer que minhas metáforas metafóricas não querem dizer nada. Mas, se eu morrer daqui a um segundo, saibam que essa não é minha carta de suicídio, pois não ficaria feliz em morrer sem ter sofrido por ninguém. Não me consola saber que posso perder tudo o que tenho, mas fico feliz por saber que ainda tenho pelo menos alguns segundos com as pessoas que eu realmente amo.
E ainda então, se eu não tiver esses poucos segundos, na minha alma estão tatuados os nomes de todos aqueles à quem eu dedico algum sentimento... Mas desculpe-me não quis dizer amor, porque amor acaba, amor trai, amor vive e viver é uma forma de estar disponível ao mercado do pecado. O que eu sinto é intransferível, incongelável, lindíssimo.
Creio eu que esse não seja meu último superlativo. Ou melhor, "queira Deus" como todos dizem.
Mas, se alguém me perguntar alguma coisa... Eu realmente não quero que esse seja meu último superlativo.
sábado, 8 de maio de 2010
RED PILL
Cansei das coisas que me aceleravam o coração, cansei de escutar vozes da lã, cansei de ser dominada pelo 2º cérebro. Na verdade, nunca fui completamente irracional, sempre tinha alguma parte vagalumiando.
Sinto que esse é o fim e o começo do efeito da redpill, minha escrita está limitada e meu cérebro cheio de números... Quanto vale a paz? Vale menos que minha curiosidade, vale menos que a dominação de teorias intermináveis... Vale menos que o amor pelo desamor.
Pela primeira vez, as palavras não fluem... Pela primeira vez eu quero mergulhar em um poço onde não existe nada disso aqui.
O efeito da redpill corre pelas minhas veias, por todos os meus neurônios até. Sinto a dor em forma de lágrima que não cai, do sorriso que não abre, das unhas sem pintar, dos olhos que não se fecham, dos braços que não querem deixar. Sinto dor em forma do oi com dentes falsos, da falsa não-percepção, da chuva que já evaporou pra cair hoje e que já evaporou novamente.
Perdi todas as minhas conjunções, minhas palavras difíceis e meu poder de encantar escrevendo. Agora o que vejo é um rosto vazio, um sorriso separado, uns olhos encantadores. Porque mesmo estando sei esse poder de descrever coisas naturais em poesia, eu não perdi o poder de admirar o espelho porque ele reflete a minha imagem...
Talvez essa seja a primeira das últimas lamentações, ou até mesmo a última delas. Cansei da vida de lamentações e de letras desenhadas... Cansei da vida de homo sapiens sapiens sapiens sapiens, sapies.
Meu voo 815 não caiu... E é, talvez eu seja louca.
P.S.: Texto sem correção.
segunda-feira, 12 de abril de 2010
NÚ-MEROS
quarta-feira, 24 de março de 2010
Sodoma
sábado, 13 de março de 2010
Homenagem.
Ela estava lendo, aparentemente inofensiva com o livro sobre a carteira. Suas mãos folheavam as páginas como se elas a ofendessem; o vento se deliciava ao encontrar seus cabelos lisos que se cacheavam ao virar de seu pescoço, limitando-os e espalhando o seu perfume cítrico. Seus olhos esverdeados criminosamente desenhados desenhavam página por página seu futuro, escrevendo assim outra história mentalmente com a malícia de suas mãos.
As unhas compridas que ela possuía pareciam arranhar o papel; seus dentes pareciam fazer seus lábios sangrar enquanto sua língua passeava silenciosa pela boca. Suas pernas ora separadas, ora juntas formavam um quadro cheio de mensagens subliminares.
Ela era o pecado! Ela era o pecado que me atraía para um poço de sangue; ela era a ponte para a inquisição que carregava nos olhos.
Suas bochechas levemente rosadas faziam com que suas palavras firmes se transformassem em canção de ninar. Seus lábios vermelhos deveriam ser proibidos e arrancados, mas nem assim seus sinais de beleza espalhados estrategicamente pelo rosto pareceriam sem valor.
Seus cabelos novamente iam para trás, espalhando sua cor castanha; fazendo-a deixar de sentir o que lia para prestar atenção no que pensava; no que tramava. Não era bom nem mau; era apenas digno de desejo de lê-lo. Eu queria saber o porquê da minha atração com aquela menina com pensamentos indecifráveis.
Fora quando lia incessantemente, nada falava em voz alta e quase sempre sabia a resposta das coisas. Ela queria ser um tesouro; ela queria que se acostumassem com sua ausência de argumentos para que fosse ouvida quando optasse pela oratória.
Seus monólogos interiores pareciam a assustar, seus olhos gritavam em glamour. Seus olhos fantasiavam, reviravam... Às vezes pareciam apavorados, às vezes satisfeitos.
Escutei-a uma vez falando algumas palavras em Inglês, em Francês... Eu a admirava, eu a desejava com toda e qualquer força que existia dentro de mim, mas essa força se tornava fraca perto daquele olhar.
Eu me sentia perfeitamente atraída a ela e ela a mim, porque ela era eu em minha mais explícita forma: éramos a mesma pessoa. Se aqui "morrêssemos" e "entrássemos" em estado de putrefação; nasceria uma linda flor de Narciso.
P.S.: Texto em homenagem narcisista à mim - é claro.
