segunda-feira, 12 de abril de 2010

NÚ-MEROS


Senti-me manipulada, fraca... Mas me senti forte a ponto de perceber isso. Os números a minha volta não eram claros, mas era no obscuro dos sonhos que eu seria feliz. Agora eu era uma louca a tentar descobrir fórmulas secretas e desvendar os seis números que me tirariam daqui. 
Seis números de tanto que via a todo o instante, seis números de todos os números de átomos que pulsam a todos os instantes. Seis números. 

As pessoas que estavam em sonhos ou pesadelos se fizeram de tijolos em frente a mim, todo o poder que imagino ter é pequeno perto do poder que eu devo ter. Uma coisa leva a outra e percebo que está tudo interligado: O mendigo, a mulher, os que adotaram a desgraça, o telefonema... Todos eles inesperados, mas aconteceram! O telefonema veio para confundir, com uma voz conhecida que eu havia previsto, antes disso:

A porta abrindo, o notebook sobre a cama, a luz da cabeceira acesa, as cortinas fechadas e a porta trancada; depois disso, deito na cama, pego meu notebook, vejo a porta aberta, a cortina aberta e a luz do teto acesa; percebo que há algo estranho, começo a descer as escadas, sento no sofá com minha mãe e conto o que acabei de ver; chamo meus pais para dormir comigo, mas acabo pegando no sono no sofá encolhida; acordo na minha cama aonde percebi que tudo aquilo era apenas um sonho, mas tinha gente comigo ainda (era um sonho novamente); agora acordo e percebo que não tem ninguém comigo, mas meu notebook fechado ao lado, e continuava dormindo; agora acordo para o que eu julgo ser real, sem notebook, sem luzes apagando e acendendo, agora aqui eu me achava segura, mas coisas estranhas continuam acontecendo. 

Eu não preciso de inferno para ser castigada, pois a consciência é o bastante para me fazer padecer à procura de respostas. Eu acho que já tomei minha redpill a realidade está ficando tão confusa a ponto de eu poder prever quem vou ver no dia. Vejo agora um mundo inteiro pequeno e vejo que não há nada que eu não possa atingir. 
Se Giovanna menina sonhasse com isso, iria dormir com os pais. Mas, o que é dormir mesmo?

quarta-feira, 24 de março de 2010

Sodoma

Uvas, óleos, pilastras, servos...
Praia, fim de tarde, vestidos, sorrisos.


Felicidade de alma vs. felicidade da carne. Ambas inacessíveis; trancafiadas em um lugar sem esperança. Ambas enfraquecidas, moribundas.
Por que impossíveis? Deve ser porque eu escolhi o caminho da "verdade", escolhi o caminho de querer saber por que as uvas nascem e porque o sol brilha. CIÊNCIA e CONHECIMENTO, ambos são responsáveis por minha ruína; ou não. Ou será que eu causei minha ruína? Minha ruína? Minha...
Lá eu não teria egoísmo, eu seria normal e a fruta teria mais gosto; lá não existiria ambiguidade como aqui, como agora usei e uso até agora.

Picture yourself in a boat on a river...  
O começo é mais ou menos assim.
Imagine-se em um barquinho no rio, o barco que você produziu, com as pessoas que você induziu com tudo o que você sempre sonhou, com uma pessoa só para amar, com não só um Deus para adorar, com tudo o que é belo a vista, com tudo o que querias ter no seu lar. Imagine, mas não imagine nada material... Imagine o sol nascendo no mar e você abrindo os olhos em frente, contemplando cada grão de areia em seu corpo salgado, a água azul querendo combinar com seus olhos, não é quente nem frio e aqui você pode voar. Você pode, você pode flutuar até a árvore mais próxima, você pode... Você pode escutar os sons do universo traduzidos em canções de amor; você pode ser leão ou gato, você escolhe! Não é lindo? Olhe o mar ao seu redor, olhe os galhos das árvores cantando e agora a chuva cai, a chuva caí e você agradece a qualquer deus, você bebe da água que te tornará imortal, a água que daqui a alguns instantes correrá por suas veias; massegeando-as. Pense agora se você quer ser vilão ou mocinho, pense que você tem um violão nessa terra aonde o dono, o rei, a rainha é você. Viaje, flutue, ria do som das águas do mar que vão e voltam, mas não te invade a alma ainda. Aproxime-se do mar, sinta a areia embaixo dos seus pés, pense que você pode andar sobre as águas; sinta a água bater levemente os seus dedos e então você se esquiva, pois quer viver o momento lentamente, quer viver o céu e o inferno que é ter o que se quer... Você quer ser lambuzado pela água do mar, pela água que um dia caiu do céu de alguma forma. Você quer furar a terra para se esquentar, achar abrigo no magma; você quer ser um vulcão, você é! Você quer alimento, então vá! Corra! Fuja para algum lugar no meio desse paraíso, pois todos irão te seguir. Voe em seu tapete mágico! Voe! Vá! Essa é a vida, agora pare para escutar o som da cobra em um tronco, escute-a!

A voz dela é macia, a voz dela te seduz... Ela te convida para dançar a dança mais pecaminosa. Mas como? Aqui não existe pecado! Pelo menos não aqui nesse lugar puro, sinta a brisa mais uma vez; se lembre do sol surgindo do mar, mas não se esqueça de ouvir a serpente que tem a voz tão suave que te provoca arrepios de desejo. Você a quer, você está prestes a desistir do paraíso para viver com muitos vinhos e uvas em Sodoma e Gomorra. Você não liga para o fogo que vai te queimar, você irá rir. Imagine agora, o pecado personificado te servindo com uvas à boca; servindo-te com maldade nas mãos; tudo do mais impuro e bom; tudo do mais chulo; tudo do mau, mas bom. Imagine! Você não está imaginando, você está vivendo. Então que viva a maldade nos olhos da pecadora que te convida e do vinho derramado pelo corpo manchando os panos enroscados; viva esse festival de pecados aonde 100 almas são perdidas de uma vez só; viva o sangue que está pulsando em todos os lugares agora, viva ele pulsando cada vez mais, tomando vida, te dominando. Viva! Viva esses prazeres, nem que eles te proporcionem apenas alguns segundos. Jogue-se no chão, sinta como qualquer um aqui; viva o pecado desde o instante que abandonaste o paraíso. Vamos, viva! Essa é a consequência de você ter deixado o paraíso: Você foi condenado a morrer do mais impuro prazer. Da carne, do sangue que é derramado, das pessoas que são corrompidas.
A fogueira queima, ela arde em demasia... Mas sinta a risada em seu rosto possuído e corrompido pela serpente. A serpente é... A serpente! Trouxe-te até aqui... Viva agora o fogo que te queima, ele te sustentou até agora, mas aqui é o pouco final.
Lembre-se das 100 almas perdidas ao mesmo tempo e ria mais, você foi feliz. Lembre-se do sol nascendo e da serenidade ao escutar os sons do universo. Lembre-se!
Viva!
Agora você só é cinza de uma felicidade manipulada pela voz suave da serpente.
Mas se você não quiser ser queimado em uma fogueira, viva apenas os prazeres de sua mente.

sábado, 13 de março de 2010

Homenagem.

Ela estava lendo, aparentemente inofensiva com o livro sobre a carteira. Suas mãos folheavam as páginas como se elas a ofendessem; o vento se deliciava ao encontrar seus cabelos lisos que se cacheavam ao virar de seu pescoço, limitando-os e espalhando o seu perfume cítrico. Seus olhos esverdeados criminosamente desenhados desenhavam página por página seu futuro, escrevendo assim outra história mentalmente com a malícia de suas mãos.


As unhas compridas que ela possuía pareciam arranhar o papel; seus dentes pareciam fazer seus lábios sangrar enquanto sua língua passeava silenciosa pela boca. Suas pernas ora separadas, ora juntas formavam um quadro cheio de mensagens subliminares.
Ela era o pecado! Ela era o pecado que me atraía para um poço de sangue; ela era a ponte para a inquisição que carregava nos olhos.


Suas bochechas levemente rosadas faziam com que suas palavras firmes se transformassem em canção de ninar. Seus lábios vermelhos deveriam ser proibidos e arrancados, mas nem assim seus sinais de beleza espalhados estrategicamente pelo rosto pareceriam sem valor.
Seus cabelos novamente iam para trás, espalhando sua cor castanha; fazendo-a deixar de sentir o que lia para prestar atenção no que pensava; no que tramava. Não era bom nem mau; era apenas digno de desejo de lê-lo. Eu queria saber o porquê da minha atração com aquela menina com pensamentos indecifráveis.


Fora quando lia incessantemente, nada falava em voz alta e quase sempre sabia a resposta das coisas. Ela queria ser um tesouro; ela queria que se acostumassem com sua ausência de argumentos para que fosse ouvida quando optasse pela oratória.
Seus monólogos interiores pareciam a assustar, seus olhos gritavam em glamour. Seus olhos fantasiavam, reviravam... Às vezes pareciam apavorados, às vezes satisfeitos.
Escutei-a uma vez falando algumas palavras em Inglês, em Francês... Eu a admirava, eu a desejava com toda e qualquer força que existia dentro de mim, mas essa força se tornava fraca perto daquele olhar.


Eu me sentia perfeitamente atraída a ela e ela a mim, porque ela era eu em minha mais explícita forma: éramos a mesma pessoa. Se aqui "morrêssemos" e "entrássemos" em estado de putrefação; nasceria uma linda flor de Narciso.





P.S.: Texto em homenagem narcisista à mim - é claro.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Medo.

Histórias surreais continuam apenas em minha mente, porque ninguém é tão forte para entender, nem tão fraco para deixar passar. Os erros de português estão ficando mais presentes, assim como meu desinteresse em tudo...
Os sorrisos que compram e sofrem... Os sorrisos apertados e programados milimétricamente estão por todos os lugares, sorrindo em sangue. O céu é um desafio a cada dia! As nuvens negras deixam tudo como deveria ser, deixam tudo da cor das tempestades.
O meu peixe imaginário continua no aquário, aonde o prendo e tiro sua inocente liberdade... Aonde escrevo seu destino, aonde assisto suas nadadeiras mudarem de cor e despedaçarem-se por todo aquário... Meus olhos piscam vagarosamente, como se estivesse entrando em transe assim como aquela vez em que do meu corpo saí por instantes. Queria que fosse verdade. Queria voltar o tempo alguns segundos para ter capacidade de escrever algo melhor, porque pela primeira vez eu estou com medo de tudo! Medo que tudo se vire contra mim, medo que meu anjo vá embora, medo que o que era bom se transforme em um demônio urbano; feito de tudo o que tenho vontade de fazer.
A cor verde é uma ilusão, deve ter algum significado... Tudo deve ter algum significado, mas eu não estou interessada agora.
Talvez eu seja apenas mais uma alma pintada no Jardim das Delícias Terrenas... Eu quero um jardim só meu, quero poder mexer minhas bonecas e formar destinos diferentes. Uma boneca de porcelana, com bochechas coradas e um olhar intimidador, que ao mesmo tempo que transmite inocência te causa medo... Uma boneca com o rosto demoníaco, com o rosto pintado como a perfeição renascentista.
Tenho medo da autoconfiança, mas não tenho medo da chuva. O que eu mais queria agora era sair daqui e esperar as gotas caírem em meu corpo monocromático, esperar as lágrimas divinas me purificarem e apenas sorrir um sorriso que não foi comprado, não foi modificado...
Faço coleção de sorrisos alheios, e a coleção está cada vez maior. E eu não consigo esperar. Não consigo planejar minhas horas futuras, mas o que estarei fazendo a dez anos.
Tenho pavor e curiosidade de ver uma boneca de porcelana quebrando, em pedacinhos assimétricos... Foi planejado por mãos humanas e pecadoras... Foi planejado por todos que pensam que veem a verdade, que queimam bonecas de porcelana em uma fogueira esperando que isso tire os espíritos maus que no mundo inteiro residem.
Os espíritos maus, são aqueles que se fingem de bons e enganam a todos. São os que falam corretamente e são preconceituosos, são os que fazem lavagem cerebral te induzindo à morte. É o que minha falta de expressão vai causar daqui a pouco...
Ainda sou eu, mas parei de procurar e esperar. Estou deixando passar tudo, enquanto eu fico no mesmo lugar enquanto eu fico planejando meu jardim que nunca existirá; enquanto planejo homenagens sem fundamento; enquanto guardo segredos sagrados...
É bom saber que eu vivo em uma obra de arte.

domingo, 3 de janeiro de 2010

Traição.

Bem vindo ao clube, aonde a água desce arranhando o exôfago e a preocupação é maior do que todas as coisas... Bem vindo ao clube aonde a preocupação arranha e o tratamento como opção satisfaz apenas momentaneamente...
Vejo meu café se transformando em água e a minha madrugada se transformando em fim de tarde; vejo o que era bom se tornando mau e o que era insignificante, tornando-se traição. O que é traição? Minha mão pesada faz par com minha consciência, mas até quando andarei com o sorriso no rosto? Até que ponto é traição?

Traição... Trair... Até o amor é vulnerável, ou talvez a vulnerabilidade esteja tatuada na palavra amor. Amor, talvez nunca acabe; mas o esquecimento é a parte vulnerável. Talvez eu seja um cavalo de Tróia já que minha mão está balançando o berço e criando metáforas... Minha mão está desejando o que não é meu a todo instante.
Até aonde vai o desejo que não sinto? Até aonde vai a verdade que não sabem? Até aonde trair tem sentido?
Traição por falar as palavras que quer ouvir, e ter ouvidos crédulos; traição por falar que queres ouvir o que realmente quer ouvir; traição por ter acreditado na mentira que seria verdade se eu não existisse.

Traímos as nossas verdades todo o tempo, negando, omitindo, querendo que não seja verdade... Mas até que ponto as mentiras existem? Se você pudesse estar com qualquer pessoa agora, você escolheria a mentira; escolheria continuar com um jogo infantil enquanto te enganam... A mentira talvez seja prazerosa, pois viver uma ilusão é bem melhor que sentir o sangue que dos olhos quer escorrer, e das lembranças da vida que você poderia viver.
Eu não me arrependo, porque talvez tudo o que eu realmente quisesse, fosse apenas atenção... Talvez seja o verão ou o inverno. Talvez a perdição reflita em olhos que olho.
Prefiro o meu mundo de "talvez" duvidoso, talvez verdadeiro... Do que um mundo de pessoas insubstituíveis que te substituem ocultamente.

Talvez seja por isso que eu tenho dificuldade em dizer as palavras que expressam os sentimentos que deveriam ser os mais bonitos. Ainda tenho minhas dúvidas... Ainda tenho tudo o que eu tinha antes. E agora decidi que elas serão em breve destruídas.
Talvez seja por isso que eu quero ser psiquiatra, para fazer auto lavagem cerebral, selecionando assim só os sentimentos e sensações que não traiam umas as outras.
Talvez aprender a falar eu te amo seja apenas um detalhe dispensável, porque quando realmente demonstramos o que sentimos o muro do respeito desaba, permitindo assim a criação de situações propícias à muitas traições.

Tenho ciúmes das minhas músicas e das minhas ideias... Tenho ciumes do que eu faço, mas... Até aonde posso levar isso em consideração? As pessoas me traem em todos os momentos, e é por isso que eu vou parar de negar meus nomes.
Meu nome é... Giovanna, mas talvez esse não seja apenas meu nome. Talvez seja um esconderijo para tudo o que eu sinto porque um dia vi e por tudo que vejo por que um dia senti.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Oração cética!

Que a "Bem-Aventurança" tome conta da sua vida, assim como eu queria que preenchesse o meu ser. Que você não saiba da verdade, pois a cegueira muitas vezes te dá mais benefícios do que a verdade ardente que lhe corroeria por falta de luz. O meu erro foi acreditar que eu era auto-suficiente, até que minha arrogância me castigou.

Cansei de escrever em dissertação e de pensar que eu sou sozinha no universo. Eu percebi que eu perdi tudo o que eu tinha. E por que eu não te sinto agora? Por que você não está aqui comigo? Talvez porque eu tenha parado de te procurar fisicamente, mas enquanto eu falo para todos que não preciso de ti, minha mente desmente tudo o que falo. Por favor! Faça-me acreditar em você! Eu estou clamando e essa pode ser minha melhor oração. Minha oração cética, minha oração sem sentimento.

Eu preciso de você, e onde estás? Eu sei que você não me queimaria em uma fogueira por ser o que sou e sim por ter te abandonado. Eu sei que ainda existe esperança e "Bem-Aventurança" em mim, eu sei que... Eu não tenho palavras, eu peço desculpas por desconfiar de ti. Eu peço desculpas por ser o que sou, peço desculpas pelas lágrimas que não caem de meus olhos agora.

Peço desculpas por não acreditar em você. Assim como não acredito. Só quero ser leal com você, só quero que saiba que eu não queria contribuir. E por que me abandonastes? Por que eu tenho que sentir essas sensações horríveis que parecem que nunca vão passar? Eu não tenho motivos aparentes para revolta, mas por dentro o fogo me corrói sem ao menos viver na época da inquisição. Não estou feliz em meu inferno particular, nem no derretimento de meu cérebro toda vez que eu lembro que o que eu quero é errado. Todas as vezes que eu lembro que você me colocou no mundo assim sem ao menos eu acreditar em você!

Mas mesmo assim, agradeço por ser tão bom comigo... Por me dar este dom. Dom esse que agora estou usufruindo sem ao menos saber o porquê.

Tentei chorar, mas sou muito forte para isso. Por favor!!!!! Faça-me fraca! Faça de mim sua obra mesmo que ela seja muda.

Tanto texto e eu só queria te sentir agora, eu só queria poder... Converse comigo! Isso é uma ordem. Desculpe por eu ser arrogante agora, mas eu preciso de você. E você não vem, você não desiste de me fazer sentir longe... Eu ainda estou viva, mas eu queria ser apenas um espírito para vagar contigo entre a imensidão iluminada aonde não existiriam maldade, nem fome... Não acredito que a promessa da terra prometida sirva para mim. Mas, eu queria que fosse. Eu queria acreditar em ti com todas as minhas forças, mas eu não posso. POR FAVOR! Faça um milagre aqui, óh milagroso. Mostre-me o caminho, mesmo que mostrasse não tenho certeza se eu iria te buscar.

Estou sentindo isso pelo meu egoísmo, mas eu te imploro, suplico, clamo: Me salve, se tens poder; me tire, me tripudie. Mas me faça acreditar em você com todo o meu pensamento, cegamente como eu deveria acreditar.

Por favor, essa é minha melhor oração para você! Tire-me daqui, me liberte! Não foi com o coração, foi com desejo de sentir única.

Se teu filho morreu por mim, por que eu não posso te sentir? Se você viu seu filho sangrar em uma cruz, talvez queira que aconteça isso comigo também. Pois então que assim seja. Estou começando a sangrar agora sem a sua presença, por favor, esqueça meu egoísmo e venha me buscar.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Janelas

Odeio tudo o que me lembra você, talvez eu me odeie toda vez que olho para as tatuagens invisíveis que você me deixa toda vez que eu relembro o quanto você é irreal. Se você existir, por favor... Eu durmo com a janela aberta e com o coração acelerado. Se você não existir, convido-te a aparecer como um holograma que me faça sentir ao menos um pouco menos... Eu. Se você for de natureza híbrida, convido-te a sentir as mesmas sensações que me aterrorizam.
Torço para que o você em quem procuro esclarecimente para minhas dúvidas só exista enquanto pensamento, porque se você realmente for quem eu penso... Ficarei muito tempo dormindo com a janela aberta.